Como a Netflix mudou seu sistema de avaliação e por que isso é melhor pro usuário

A Culpa é das Estrelas?

Nesse mês, a Netflix alterou sua forma de rankeamento dos conteúdos dando adeus às famosas 5 estrelas. Um dos argumentos do serviço foi que o número de avaliações estava caindo, além do fato de muitos usuários não estarem sentindo que as avaliações revelassem o que elas sentiam – um filme poderia ter um número similar de 1 e 5 estrelas.  

A partir de agora, a avaliação de um conteúdo é realizada pelos likes do assinante. O dado será cruzado com conteúdo semelhantes, da mesma maneira que ocorre com aplicativos como Tinder e até mesmo a timeline do Facebook. Esse foi o jeito que a Netflix encontrou para privilegiar o que a pessoa quer ver, e não o que a maioria acha sobre determinado assunto.

 

Outro serviço de streaming que também utiliza o like como difusor entre o que é recomendado para você consumir é o YouTube, haja vista a quantidade de vezes que os produtores de conteúdo pedem para clicar em gostei nos vídeos.

Se relacionarmos com a discussão proposta por “Nosedive”, episódio da 3ª temporada de Black Mirror, apontando um futuro em que as avaliações dos outros sobre você têm força monetária, o rumo dos serviços parece estar indo por um caminho diferente, onde o que importa é encontrar coisas similares que gostamos e não o que a maioria aponta como “bom”.

 

 

Mas onde isso pode chegar?!

A cultura de definir relevância a partir do que o usuário sinaliza gostar veio com o Google após a sua mudança de algoritmo em 2012. Em um futuro não tão distante, o risco de termos uma busca generalista é grande, sendo que a única opção de encontrar um conteúdo diferente dependa exclusivamente da nossa pesquisa. Tudo pode ser pautado no semelhante em vez de encontrar o novo, o diferente.

Vale lembrar que isso são apenas previsões, mas que já podem pautar estratégias e elaborações de meta, como número de curtir de pessoas por cluster estabelecido ao invés de total.

Uma outra maneira de utilizar essa teoria de Like é pedir ao cliente que desmembre a experiência como um todo para que depois possam ser recomendados os momentos similares. Exemplo: um app de restaurante que ao invés de pedir 5 estrelas, solicite o que a pessoa gostou (múltipla escolha de sabores) indicando assim novos produtos ao cliente. A ampliação desse conceito pode ser relacionada com perguntas sobre comportamento do usuário para novos serviços serem apresentados.

E você? Já estreou a nova função da Netflix? O que acha destas diferentes formas de avaliação? Conte pra gente!

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